sexta-feira, 30 de abril de 2010

Coadjuvantes

Por Jeanhderson M. Martes

Sabe, quando lemos a historia de José, quase sempre nos focalizamos na trajetória DELE (José).


Parece obvio, afinal de contas é ele o personagem principal na sua própria historia.

Na palavra de Deus José se destaca como personagem bíblico;

_ ainda garoto, reprovava a atitude dos irmãos que andavam fazendo alguma coisa que com certeza não era boa coisa, (a bíblia só diz que eles eram reprováveis)

_ também garoto já demonstrava intimidade com Deus, afinal Deus lhe da sonhos que fariam toda a diferença no futuro

_ sem falar que permanece fiel depois de ser lançado numa cisterna, vendido como escravo pelos irmãos, tentado pela mulher de seu senhor, caluniado por está mesma mulher, lançado na masmorra como prisioneiro, esquecido por dois anos pelo copeiro a quem interpretou um sonho e confortou, uffaaa.

O garoto fiel.

peraí, garoto?

agora José já era homem quando o copeiro se lembra dele, estava com 30 anos e finalmente ele interpreta o sonho do faraó e se torno o 2º homem mais importante do Egito, o Império da época.

Mas peraí;... A historia de José tem coadjuvantes, isso mesmo, vários coadjuvantes, e dentro desta narrativa tem um acontecimento peculiar que seus irmãos me fazem pensar em como nós reagimos diante de uma situação.

Os seus irmãos sofreram um bocado pela covardia que cometeram,

*Imagino eles vendo seu pai Jacó chorando e recusando ser consolado pela suposta morte de José

*Imagino eles convivendo com o peso do que fizeram durante os 23 longos anos que José ficou no Egito

*Imagino os olhares cruzados por terem que guardarem um segredo que lhes feria a alma

*Imagino eles diante daquele 1º ministro (José antes de se revelar) se culpando agora pelo passado que vinha cobrar a conta

*Imagino deles lembrando enquanto José ainda moço clamava com angustia para que não o vendessem

*Imagino o medo e surpresa deles agora que José se revelava a eles como sendo o irmão outrora vendido e agora príncipe no Egito

Coadjuvantes que com certeza tinham toda a razão de temerem, mas ao invés de medo o garoto sonhador lhes retribuia com misericórdia, compaixão, perdão e amor.

Agora estavam todos reunidos; os onze irmãos, Jacó, e José.

Tudo resolvido.

Não para os irmãos... Mais 17 anos se passaram, Jacó morreu... Nosso pai morreu e com certeza José vai cobrar tudo o que fizemos a ele, eles já estavam com José há 17 anos no Egito, e ainda viviam com medo.

Vamos dizer a José que nosso pai disse para ele nos perdoar.

E José chorou enquanto lhes falavam...
Eles o lançaram no poço...
Mas eram eles os prisioneiros.

Eles não entenderam ainda.
Eles não entenderam nada.
Eu José não vou vingar de vocês, eu vou cuidar de vocês.
Vou cuidar de vocês e de seus filhos.

Quanto tempo para o medo passar?
Quanto tempo ainda?

É assim que Ele é!
E José tinha o perfume de Cristo.

Quanto tempo para você entender?

Em demonstração do espirito e de poder

“Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloqüente, nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus. Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês. Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.”

Paulo de Tarso