quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

“Dos quais o mundo não era digno”.



Há uma história linda no livro de Marie Chapian chamado “Dos quais o mundo não era digno”.
O livro fala dos sofrimentos da verdadeira Igreja da Iugoslávia, onde tanto mal foi perpetrado pela hierarquia eclesiástica politizada. O que se fez em nome de Cristo para enriquecimento e fortalecimento dos corruptos oficiais da Igreja revelou-se uma terrível afronta à decência.

Certo dia um evangelista, cujo nome era Jakov, chegou a uma aldeia. Compadeceu-se de um homem idoso, chamado Cimmerman, pelas tragédias que ele tinha experimentado e falou-lhe do amor de Cristo. Cimmerman interrompeu abruptamente Jakov e disse-lhe que não queria nada com o cristianismo. Ele lembrou a Jakov a terrível historia da Igreja em sua cidade, uma historia repleta de pilhagem, exploração e, realmente responsável pela morte de inocentes.

- Meu próprio sobrinho foi morto por eles – contou ele, e irado rebatia todo o esforço que Jakov fazia para lhe falar de Cristo.

- Eles usavam aqueles casacos feitos com arte, e aquelas capas e cruzes – disse ele – significando que eram comissionados pelo céu, mas não posso ignorar os seus maus propósitos e suas vidas más.

Jakov, procurando uma ocasião para levar Cimmerman a mudar sua linha de pensamento disse:
-Cimmerman, posso fazer-lhe uma pergunta? Suponha que eu roubasse seu casaco e o vestisse e assaltasse um banco. Suponha ainda que a policia me visse fugindo, a distancia, mas não conseguisse pegar-me. Uma pista, porem, poria a policia atrás de você: tinha reconhecido o seu casaco. Que é que você diria se fosse à sua casa e o acusassem do assalto ao banco?
-Eu negaria isso – respondeu Cimmerman.
-“Ah, mas nós vimos seu casaco” eles diriam – retorquiu Jakov. Essa analogia contrariou Cimmerman, que mandou Jakov sair de sua casa.

Jakov continuou a voltar periodicamente à aldeia somente para ajudar Cimmerman, animá-lo e partilhar com ele o amor de Cristo. Finalmente um dia Cimmerman perguntou:
-Como alguém pode tornar-se cristão? – e Jakov ensinou-lhe os singelos passos do arrependimento do pecado, da confiança na obra de Jesus Cristo, e gentilmente apontou-lhe o Pastor de sua alma. Cimmerman dobrou os joelhos no chão, inclinou a cabeça e entregou a vida a Cristo. Quando se levantou em lagrimas, abraçou a Jakov e disse:
- obrigado por ter insistido em entrar em minha vida. – E depois, apontando para os céus, sussurrou:
-Você usa muito bem o casaco de Cristo.

Faça um favor a si mesmo e tire os olhos dos defeitos das instituições e das pessoas, e dos pontos negros da historia. Focalize a sua busca na pessoa de Cristo, e verá aquele que usa muito bem o casaco de seu pai. Pilatos disse a respeito dele: “Não acho nele motivo algum de acusação”. O ladrão na cruz disse: “Estamos recebendo o que nossos atos merecem. Mas este homem não cometeu nenhum mal”. Jesus olhou para os seus adversários mais veementes e disse: “Algum de vocês pode acusar-me de pecado?” Esse desafio fundamental não poderia ser feito por nenhum outro líder religioso, por nenhum outro fundador de religião, por nenhum outro profeta. A pecaminosidade de cada um deles é prontamente visível e inegável. Somente Jesus permanece de pé, sem nenhuma culpa moral. Os contos de fada são meramente fantásticos; Jesus Cristo é fantasticamente verdadeiro.
Afirmando que ele próprio é a verdade, Jesus diz implicitamente que tudo o que ele afirma é verdadeiro, e nada do que ele diz é falso. Se for verdade que o objeto fundamental que se procura na vida é o seu sentido, então esse sentido só pode estar dentro dos limites da verdade, e está não se pode achar fora de Jesus. Na busca da verdade quanto a nós mesmos, nunca poderemos conhecer a nós mesmos enquanto não conhecermos a Jesus. Ele faz uma profunda declaração quando disse que veio desvendar o coração dos homens. Esta apaixonada busca da verdade a respeito de nós mesmos só culminara quando o encontrarmos, reconhecendo que ele é a verdade. Então, e somente então, seremos livres para os propósitos do nosso Criador.

Extraído do livro: Pode o homem viver sem Deus de Ravi Zacharias (p141-143)

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